quarta-feira, 16 de setembro de 2015

PROJETO DO TRÂNSITO (modelo)


PROJETO PEDAGOGICO

TEMA:  Trânsito,  educar é preciso

TEMA: Trânsito , educar  é preciso

2 - Justificativa
     Ao menos duas vezes ao dia, as crianças são companheiras de viagem no veículo, uma vez que costumam ser transportadas nos trajetos casa-escola e escola-casa. Além disso, existem outras atividades na rotina dos pequenos, tais como: consultas ao médico/dentista, natação, compras, etc. (fora os passeios nos finais de semana e as viagens realizadas com a família).  Assim, torna-se importante conscientizar as crianças a partir do pré-escolar a respeito das Leis de Trânsito. A escola tem papel fundamental na ação educativa para o trânsito e é o espaço determinante de formação de cidadãos conscientes e críticos.
3 – Objetivo Geral
A educação no trânsito tem como objetivo formar o comportamento do cidadão enquanto usuário das vias públicas na condição de pedestre, condutor ou passageiro.
4 - Objetivos específicos

  • Conhecer as formas, cores e os significados das placas mais utilizadas no trânsito, do semáforo, da faixa de pedestres e demais componentes das vias públicas;
  • Conhecer locais de risco para brincadeiras; 
  • Visitar e explorar locais públicos da cidade que proporcionem novas aprendizagens;
  • Orientações para conduzir as crianças nos diversos meios de locomoção/transporte, assim como identificá-los;
  • A criança como pedestre; 
  • Demonstrar atitude solidária frente a situações ocorridas no trânsito, no que tange habilidades importantes à segurança do pedestre e do próprio passageiro.

5 – Desenvolvimento

  •  Conversa informal, para verificação sobre o conhecimento prévio acerca do assunto;
  • Conversa informativa sobre o cotidiano do trânsito;
  • Orientações sobre o espaço urbano;
  • Observação do trajeto casa-escola e escola-casa; 
  • Meios de transporte: conhecer os meios de transporte, as diferenças de velocidade dos veículos nas ruas e estradas, os animais no transporte; 
  • Trabalho com massa de modelar: confecções de carros, animais, veículos e placas; 
  • Texto informativo sobre comportamentos corretos no trânsito: pedestres, ciclistas, passageiros de ônibus, motociclistas e motoristas;
  • Confecções de cartazes; 
  • Confecções de placas de sinais de trânsito; 
  • Entrevista com um agente de trânsito;
  • Conversa sobre lugares apropriados para brincar de skate, patins, patinetes, bicicletas e bolas;
  • Reprodução por meio de desenhos e pintura do trajeto escola-casa e casa-escola;
  • Confecção de um mural de notícias sobre o trânsito;
  • 6 - Recursos utilizados

  • Professores, crianças, agente de trânsito;
  • Papéis variados;
  • Revistas e recortes
  • E.V.A;
  • Cola e tesoura;
  • Lápis de cor, canetinhas  e tinta guache;
  • Massa de modelar;
  • TNT
  • Isopor
  • Brinquedos (carros, caminhões, motos etc...)

7 - Avaliação
Será satisfatório se os alunos se envolverem  nas propostas e realizarem as atividades com prazer e alegria, ampliando seus conhecimentos sobre o assunto.

 

 

 

 

 

 

RELATORIOS DO ENSINO INFANTIL ANEXO A





  • RELATORIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO

                                                       OBSERVAÇÃO

Na modalidade observação, o (a) estagiário (a) deverá desenvolver uma atitude reflexiva que associe a teoria à prática. Deve buscar subsídios nos diversos campos do conhecimento (disciplina) estudados.


1- Para melhor entender o processo educativo, inicie seu estágio fazendo um levantamento da realidade local, relatando abaixo sobre a comunidade onde a escola está inserida.


         A escola  Novo Amanhecer,  está localizada  em Belém do Pará, localizada, próximo a Av. Almirante Barroso,   possui no seu entorno uma clientela  de varias classes sociais por exemplo como filhos de  pequenos comerciantes, autônomos, empresários etc... A escola funciona  em regime particular da educação infantil e fundamental  completo, a escola encontra-se conservada e passa por reformas interiores. Considerado um bairro de classe  media - baixa, está inserido num ambiente residencial tranquilo e arborizado, com uma ampla infraestrutura; tendo ruas  com asfalto, próximo  a  avenida,  saneamento básico, fornecimento de energia e sistemas de telefonia.

Nas avenidas principais existem diversas linhas de ônibus que levam a outros bairros, ao centro da cidade e municípios. O bairro encontra-se em expansão o que deverá valorizá-lo ainda mais. Os moradores contam com diversos serviços/comércios tais como: padarias, farmácias, postos de gasolina, mercado municipal, shopping entre outros. Na área da saúde existem hospitais e postos de saúde.



2- Descrevendo a seguir o prédio e equipamentos o estagiário conhecerá melhor os recursos materiais e como se dá a escola em movimento.


          Na unidade escolar  a escola possui  dois  andares no total de  20  salas ,  divididas  igualmente entre o infantil maior e menor e fundamental, logo na entrada há duas recepções  para o primeiro atendimento aos pais, alunos e visitantes. Na diretoria fica toda a parte administrativa, no que se refere à secretaria, financeiro entre outros. Seguindo um corredor temos acesso às salas: Diretoria,  sala de vídeo, (onde os alunos podem assistir vídeos e para reuniões com os pais individualmente), biblioteca, equipe Pedagógica, sala de leitura, depósito de material escolar, 20 salas de aulas (amplas e bem estruturadas, com bons materiais, boa ventilação, ar condicionado  e iluminação), sala dos professores, sala da Coordenação, quatro banheiros (um para meninas outro para meninos) sempre bem limpos e conservados. Nas salas  há grandes murais para expor os trabalhos realizados pelos alunos no decorrer do ano. Ao final do corredor no térreo do lado externo existe uma cozinha onde são feitos os lanches para os alunos e o refeitório. Existe também espaço destinado também às atividades extracurriculares que é a área de recreação. A unidade dispõe de uma biblioteca com um ótimo acervo, mesas coletivas e individuais para leitura em excelentes estados, auditório. Em resumo, o colégio atende as necessidades de pais e alunos, pois é bem estruturado e possuem materiais de qualidade, câmeras de segurança, bebedouros, lixeiras e lixos coletores de lixos recicláveis.



3- O conhecimento dos recursos humanos (pessoal) que compõem a escola levará o estagiário a conhecer a equipe que está mobilizada para que se efetive o processo ensino-aprendizagem. Fale sobre quem são seus elementos, funções e como interagem.


         Nos recursos humanos da escola Adventista temos a seguinte equipe: Diretora, Coordenadora Pedagógica, Ensino infantil e Fundamental, orientadora educacional, secretária  auxiliar administrativo, professores merendeiras e porteiros, é a pessoa responsável que nos auxilia, sanando dúvidas e orientando para que possamos desenvolver e aprimorar nosso estágio com qualidade. Com grande habilidade e anos de experiências cuida e acompanha para o bom andamento do planejamento pedagógico, conservando a integração entre professores, estagiários, colaboradores, parceiros, pais e alunos, bem como verificando cada situação dando soluções/sugestões para as dificuldades e conflitos. A coordenadora pedagógica é a nossa concedente para estagiar uma pessoa colaborativa e participativa, nos auxilia sempre que necessário. Contamos ainda com um número suficiente de Professores comprometidos, qualificados e dedicados. Estagiários dos cursos de Pedagogia  responsáveis por acompanhar/auxiliar os alunos nas aulas, intervalos, entrada e saída. Auxiliar da Coordenação uma pessoa muito atenciosa, é quem faz o primeiro atendimento na recepção e auxilia a Coordenadora. Os porteiros são pessoas receptivas, que auxiliam no fluxo de entrada e saída do colégio, acompanham os intervalos/recreio, quando necessário auxiliam os professores em sala de aula e mantêm a ordem nas dependências da escola. Os alunos vêm de famílias de   varias classes: baixa,  média e alguns da  alta, com boa educação, bons hábitos e cultura temos alunos que especiais  também.




5- Lendo e analisando o Projeto Pedagógico, o estagiário terá a oportunidade de conhecer como a escola se organiza e os projetos que desenvolve. A seguir faça breve relato sobre o analisado.


            Numa história  de décadas,  a  Escola Adventista , conta com a tradição oferecendo um ensino de qualidade e religioso  em busca da excelência. Conta com uma Proposta Pedagógica consistente que tem como objetivo formar seres humanos agentes transformadores da sua sociedade, capaz de desenvolver o senso crítico, a cidadania, o respeito humano, a criatividade e a valorização da vida, com solidez, comprometimento e confiança na educação que oferece. Os projetos que desenvolve:

Projeto -  Era uma vez a leitura e a escrita: Ouvir e ler histórias é entrar em um mundo encantador, cheio ou não de mistérios e surpresas, mas sempre muito interessante, curioso, que diverte e ensina. É na relação lúdica e prazerosa da criança com a obra literária que formamos o leitor e o escritor. A criança aprende brincando em um mundo de imaginação, sonhos e fantasias. Desta forma, é através de experiências felizes com as histórias, os contos clássicos infantis em sala de aula que a criança tem a possibilidade de interagir com diversos textos trabalhados. Com o objetivo de trabalhar com a integração sociocultural entre todos os colegas, através de práticas educativas e recreativas, como passeios e excursões para o mangal das garças, museu, planetário e etc...



6- O estagiário já conhece como a escola se insere na comunidade e como se organiza, portanto a partir deste momento dirigirá seu olhar reflexivo sobre o processo ensino-aprendizagem e como esse efetiva. Descreva sobre o planejamento de ensino, de aulas, a rotina no cotidiano do professor e alunos.


           Na Escola adventista, o planejamento de ensino com o auxilio da Coordenadora Pedagógica e professores, com materiais didáticos de varias  Editoras  de acordo com a série e faixa etária do aluno. Os planejamentos das aulas a serem seguidas são feitos por bimestre, temos ainda neste planejamento leituras na biblioteca, atividades lúdicas e pedagógicas. Na rotina do professor de acordo com a grade de aulas são feitos os diários de classe, são elaborados por aluno relatórios (portfólios) de desenvolvimento por disciplina, posteriormente são entregues nas reuniões  aos pais ou responsáveis. Existem cadernos extras para cada disciplina, para atividades propostas pelo professor.



7- A observação de aulas é um momento enriquecedor para o estagiário. Relate sobre o observado (áreas/disciplinas, conteúdos, metodologia, dinâmica do trabalho do professor, suas habilidades e competências, uso do material didático entre outras atividades que observar).

          Nas séries  do ensino fundamental,  com uma turma de 25   alunos tive a oportunidade de estagiar com as professores. A professora  Suzana e Angela responsável pela sala trabalha há anos com muita dedicação e comprometimento, dinâmica, atualizada, possui uma interação afetiva muito grande com os alunos inclusive os que já avançaram de série., a autonomia, o levantamento de hipóteses, à elaboração de estratégias e aplicação das mesmas. Os conteúdos das aulas são aplicados de maneira clara, contextualizada e objetiva, antes de começar a ler o tema à professora pergunta se já ouviram falar, o que é muito interessante ouvir as respostas. Em suas aulas trabalha buscando a conscientização e atitudes em relação ao respeito e convivência com as diferenças individuais, nas rodas de conversa, nas dinâmicas em grupo e nas orientações individuais. Propõe atividades desafiadoras, propiciando a troca de conhecimento.



8- Observando o aluno, relate sobre motivação, relação com o professor e outros alunos, disciplina, execução das atividades propostas e tudo ou mais relacionado a atuação do mesmo.


         Num ambiente escolar acolhedor e estimulante podemos observar que os alunos têm entusiasmo em aprender, participam com interesse e buscam respostas para suas dúvidas, temos alunos que resolvem com mais facilidade que outros as situações-problema. Sentem muito carinho pela professora respeitam as regras e combinados por ela, gostam de ajudá-la entregando os livros para os demais ou colocando na lousa a página a ser estudada. Os relacionamentos entre eles são bem afetivos, pois todos têm amizade dentro e fora da escola, são companheiros. É importante destacar, que existem momentos de dificuldades onde os alunos ficam indisciplinados, se sentem irritados, tem dificuldades em realizar os trabalhos de sala ou até mesmo os de casa, mas com o acompanhamento da professora são resolvidos com muito incentivo e apoio, devolvendo a eles confiança na aprendizagem. No jardim II, muitos já lêem com autonomia, compreendem os enunciados dos exercícios e respondem as questões propostas, são interessados na própria aprendizagem atingindo os objetivos propostos.



9- Aproveite o espaço a seguir e num relato final, descreva como esta observação contribuiu para sua formação profissional.


         No estagio  de  observação  do fundamental  superei minha ansiedade inicial. Jamais vou esquecer o dia que em que tive a oportunidade de entrar em sala de aula conhecer professores e profissionais de qualidade, alunos carinhosos e pais dedicados., o planejamento, andamento das aulas e estratégias para auxiliar os alunos a desenvolverem suas habilidades na escrita, na leitura e na oralidade. Na observação aprendemos a forma de interagir professor-aluno e aluno-aluno, os métodos utilizados no processo de ensino-aprendizagem nesse convívio diário conhecemos e descobrimos o real propósito do professor, sua importância e responsabilidade com a educação.



CURSO DE PEDAGOGIA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO

PARTICIPAÇÃO


1-           O estágio na modalidade participação caracteriza-se pelo compartilhamento/colaboração do estagiário, deixando de ser apenas observador para se integrar nas diversas atividades escolares, interagindo com professor e alunos. Das atividades abaixo sugeridas, relate as que tiveram oportunidade de participar, acrescentando as que não estão relacionadas.


            Nesta modalidade de estagio do ensino fundamental, participamos juntamente com professores e Coordenadores Pedagógicos de palestras, que tiveram como objetivo a reflexão em relação à qualidade do ensino e as diretrizes de como auxiliar o aluno avançar no processo de construção do conhecimento com interesse e motivação. Participamos também de dinâmicas com todos os estagiários com o intuito de integralizar e incentivar a importância do trabalho em equipe. Fizemos também alguns de testes psicológicos, que nos auxiliaram para descobrir nossos reais propósitos e objetivos como estagiários e futuros professores que seremos.


2- O estagiário nesta fase deve buscar estar sempre junto ao professor e alunos, colocando-se à disposição no aprimoramento do processo educativo. Descreva abaixo as atividades desenvolvidas por você na sala de aula e como elas contribuíram para a aprendizagem efetiva e significativa dos alunos (elaboração/correção de atividades, elaboração de material, acompanhamento a pequenos grupos e outra).

 

                A participação do ensino-aprendizagem no ensino fundamental se  dá de forma bastante dinâmica acompanho os alunos as aulas de  Música, Artes, Educação Física e leituras na biblioteca. Auxilio na sondagem, recreação e higienização quando necessário. Na participação tive a oportunidade de ensinar de forma lúdica, as noções espaciais, jogos pedagógicos. Auxilio nas correções das atividades de sala de aula, de casa e verifico suas agendas, sempre contando com o apoio e monitoramento dos professores.



3- Colaborar nas atividades extraclasse como excursões, festividades, campeonatos, etc. também faz parte deste momento do estágio. Se você teve a oportunidade de participar destes e outros eventos, fale-nos da sua atuação e da receptividade dos alunos e demais envolvidos.


            Participei dos jogos internos  e  da feira   da  cultura  que teve como objetivo a interação das crianças, a valorização do próximo, o respeito às diferenças, a integração, a criatividade e o trabalho em equipe. Neste trabalho foram realizados muitos jogos educativos, participaram todos os alunos do colégio. Neste momento do estágio percebi o respeito das demais turmas e a confiança dos colaboradores com meu trabalho, pois com muito tato e carisma ajudei a conduzir e organizar as equipes de forma produtiva.


4- O intervalo das aulas, em que acontece a recreação dos alunos, é também denominado recreio livre ou dirigido. O estagiário pode participar, elaborando e executando atividades para este fim. Relate sobre sua colaboração neste momento.


          No intervalo/recreio nós estagiárias de Pedagogia somos responsáveis em auxiliar os alunos com o lanche, na higienização e no auxilio ao banheiro, auxiliamos e incentivamos os alunos a utilizar as lixeiras de lixo coletor. O recreio do ensino fundamental é  parcialmente dirigido, pois  as crianças já são maiores e mais independentes.


5- O estagiário pode aplicar o conhecimento construído durante sua vida acadêmica na atuação da chamada recuperação ou reforço dos alunos. Faça pesquisa sobre novas formas de abordar o conteúdo trabalhado, desenvolva novos materiais, motive os alunos e conseguirá bons resultados. Se você tiver a oportunidade, não perca a ocasião e descreva este trabalho e seus resultados nas linhas abaixo.

 

             Por ser uma escola de regime  particular bem estruturado e qualificado, os professores após identificarem os alunos com dificuldades na aprendizagem e que precisam realmente de reforço, sugerem aos pais, professores específicos para um reforço particular. No entanto nos também como pedagogos temos que dar uma atenção maior aos alunos que possuem certas dificuldades de aprendizagem.


6- Sempre que possível, o estagiário deve participar de outras que ocorrem na escola. Coloque-se à disposição para auxiliar na organização e realização da reunião de pais, na elaboração de materiais e outra atividades que forem além das já mencionadas. Aproveite este espaço para relatar sobre elas.


        No decorrer do trimestre ajudo a preparar o portfólio dos alunos anexando as atividades propostas, durante o trimestre são elaborados relatórios individuais dos alunos descrevendo seu desenvolvimento por disciplina. Quando necessário a professora marca com os pais dos alunos reuniões individuais, desta forma a professora consegue de forma organizada relatar aos pais as sondagens feitas dentro de um determinado período e os avanços que o aluno teve. Nestas reuniões existe um formulário que é preenchido pela professora para posteriormente serem guardados no prontuário do aluno.. No dia em precede as reuniões de pais organizam e verificam se a sala de aula está bem organizada, redecoro o mural para que os pais se sintam confortáveis e familiarizados com a sala que seus filhos estudam.



7- Faça um breve comentário final sobre a contribuição desta modalidade (participação) para sua formação profissional.

 

         O estagio no ensino fundamental, a  participação foi à fase desafiadora e indispensável na minha trajetória, um momento único onde pude participar de forma proveitosa e segura do processo de ensino-aprendizagem, pois descobri no convívio diário em sala de aula através do carinho e confiança dos alunos e professores meu dom e gosto para ensinar. Em resumo, na participação aproveitei as oportunidades de aprender e ensinar com professores e alunos puderam refletir o comprometimento que terei com meus futuros alunos e a responsabilidade de educar um ser humano para a sociedade.



RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO

REGÊNCIA


A regência é o momento culminante do estágio, pois o estagiário assessorado pelo professor da classe, pelo Supervisor e pelo Orientador de Estágio fará o planejamento, execução e a avaliação de projeto/aulas.

Esta fase requer um preparo das atividades que o próprio estagiário desenvolverá com objetivos e métodos adequados ao nível dos alunos, sempre com anuência e acompanhamento do(a) professor(a) da classe. Os requisitos necessários a esta modalidade já foram conseguidos quando o estagiário fez a observação e a participação que o levaram a conhecer a comunidade e a clientela escolar. De posse desses dados e com a devida assessoria, o estagiário deverá enfrentar o desafio da regência, iniciando pela definição do Projeto que desenvolverá. A elaboração do Projeto se completará com o planejamento das aulas que, entre outras coisas, definirá as atividades que serão desenvolvidas com os alunos. Ao finalizar esta etapa, depois da aplicação de aulas, faça a seguinte análise:



1-           Quais as dificuldades e facilidades encontradas no desenvolvimento do Projeto e o que indica a análise dos resultados alcançados.

             

          A dificuldade inicial foi identificar que fase cada criança estava através da sondagem, após este processo foi com facilidade que consegui  trabalhar para o processo evolutivo de cada criança.

Em Português conforme plano de aulas estabelecido tive a oportunidade de trabalhar com as crianças para aprenderem a reconhecer e escrever o próprio nome e dos colegas; incentivar a oralidade ensinando  a respeitar o momento de falar e ouvir o outro; estimular através de leituras o interesse e prazer pela leitura; Em Matemática trabalhamos com Espaço e Formas, números,  através de objetos e formatos com diferentes tamanhos, espessuras e cores; roda de conversa “Para que servem os números” neste momento anotamos a fala dos alunos fazendo também a sondagem; recortes e colagem de números em revistas; ensinamos também a Matemática através do lúdico com a amarelinha e brincadeiras de números de 0 a 10. Em Geografia e história tivemos a oportunidade de explicar sobre  a natureza,  com projetos que relataram sobre o meio ambiente e na  sala de aula nas rodas de conversa.



2-           Faça uma reflexão e auto avaliação sobre o que manteria, o que modificaria e, se for possível, como encaminhar a continuidade do Projeto por você ou outro (a) estagiário(a).

        

          Certamente daria continuidade ao tema (do projeto  do meio ambiente, estimulando as crianças à importância de conhecer e preservar o ambiente em que vivemos, faria mais atividades de conscientização, desenvolveria o habito da reciclagem, para se tornar hábito entre as crianças para que  futuramente eles possam ter um mundo mais seguro e com menos poluição ambiental, através do lúdico e projetos didáticos.


3-           Relate sobre a relação que você estabelece entre as aulas teórico-reflexivas de seu curso e a realidade vivenciada na regência de aulas.


             A regência  no ensino fundamental    foi algo que só se aprende com a pratica, é desafiador, um momento importante, pois aprendi a usar uma linguagem clara para cada faixa etária  transmitir o conhecimento, no curso de  pedagogia aprendi  a realidade da  educação   escolar , refletindo e vivenciando a rotina das aulas em sala de aula. A criança tem muito a nos ensinar, nos aprendemos com elas e elas aprendem com a gente, sendo uma troca de saberes.


  


CURSO DE PEDAGOGIA


RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO

GESTÃO


A gestão Educacional deve ser entendida como um processo coletivo com responsabilidades compartilhadas e pressupõe a participação de todos os envolvidos interna e externamente a escola (Diretor, Supervisor, Coordenador pedagógico, Conselho de Escola, Associações de Pais, Associações de Bairro, Sindicatos, outros Órgãos públicos, etc.).

         

Um primeiro contato com o Projeto Pedagógico já deve ter sido feito na modalidade observação. Nesta etapa, o estagiário deverá aprofundar o estudo e análise do mesmo, conhecendo os determinantes legais e órgãos responsáveis pelas diretrizes que norteiam sua elaboração e que segmentos estão envolvidos em sua concepção, execução e avaliação, compondo o relato a seguir.


1-    Além do Projeto Pedagógico, a escola tem outros documentos e livros oficiais que fazem parte da organização escolar. Conheça-os e relacione-os abaixo.


         A escola possui uma ótima gestão  educacional, dispõe do Regimento Escolar onde estão descritas as normas, os objetivos educacionais, as atribuições e responsabilidades da gestão escolar, organização dos setores, assim como as normas de convivência escolar, um documento que é somente alterado pela secretária da escola  somente em circunstâncias significativas na estrutura escolar. Existe outro documento escolar o Plano Escolar onde encontramos o calendário escolar do ano, corpo docente, administrativos, e pedagógicos.



2- Há momentos em que a gestão educacional posiciona-se e reflete sobre seus caminhos; são as chamadas reuniões administrativas e pedagógicas. Verifique a possibilidade de presenciar algumas delas fazendo um breve relato.


           Nas reuniões pedagógicas, do  ensino fundamental geralmente tem  o intuito de melhorar a qualidade do ensino e avaliar o desempenho de cada  cooperador, professor e coordenador, é o momento de refletir e atualizar os conceitos pedagógicos, para que o ambiente educativo se torne ainda melhor.

3- Entrevistar o Diretor e o Coordenador Pedagógico, verificando suas funções, principais problemas e formas de encaminhamento, enriquece o estagiário. Procure esses contatos e disserte sobre este momento.


           Com o apoio da Diretora Neiza Seixas , e das coordenadora  Rosilene Moreira Correa, administram com responsabilidade a parte administrativa, financeira do ensino infantil, assim como são responsáveis em administrar, gerenciar e controlar o bom andamento da Instituição, zelando para que todos os colaboradores de forma ativa participem do cumprimento das normas e regimentos escolares, acompanham através de perto os alunos matriculados e evadidos, buscam sempre métodos para captar novos alunos, a Coordenadoria é o canal comunicativo com a direção para sanar dúvidas e dificuldades dos professores, pais e alunos, também é responsável em dar suporte aos professores, auxiliando-os guiando-os para atingir os objetivos propostos nos Projetos e Planejamento Escolar.


4-    Uma educação de qualidade é interesse tanto da equipe escolar, quanto dos alunos, das suas famílias, das autoridades educacionais e do país como um todo. Como vem ocorrendo a participação dos segmentos externos à escola na gestão da mesma?

        

             Os pais mostram interesse e participam, alguns  de forma indireta da gestão escolar, mas quando há reuniões expressam seus interesses, duvidas e sugestões para o bom  rendimento escolar .


5- Licenciado em Pedagogia deverá estar preparado para participar da gestão das instituições. Como esta modalidade do estágio colaborou para a sua formação profissional?


            Na modalidade gestão temos acesso aos projetos pedagógicos, descobrimos que para o bom andamento de uma Instituição além do processo de ensino e aprendizagem deve haver o cumprimento de normas e determinações, sejam elas de cunho interno ou externo ( projetos leis, resoluções, metodologias) e outras modalidades que colaborou significativamente para a formação da gestão.

MODELO DE ARTIGO


 

EDUCAÇÃO RURAL: UMA REALIDADE CONCRETA

SOBRENOME, NOME DO ALUNO

RESUMO

O artigo em questão estuda a educação do campo no Brasil enquanto uma realidade concreta na contemporaneidade, pautando a discussão a partir das principais leis que envolveram a educação desde o período imperial. O enfoque se dá em compreender como tais leis têm contribuído ou não para o desenvolvimento de uma educação voltada às pessoas que residem e dependem do campo para sobreviver a partir da organização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Objetiva entender a trajetória da educação no campo, tendo como norteador as leis, decretos e outros textos oficiais que subsidiassem o entendimento e posicionamento do estado em relação às práticas educativas para os que trabalham e residem no meio rural brasileiro. Para o feito, utilizamos como metodologia a análise das leis, decretos e pareceres, bem como uma revisão bibliográfica.

 

Palavras-chave: educação do campo; leis; trabalhadores rurais.

 


1. INTRODUÇÃO

O estudo desenvolvido no decorrer deste artigo está pautado nos debates da Educação e dos movimentos sociais do campo no Brasil desde a década de 1980. Para o desenvolvimento, realizamos um resgate da história desde o Império, passando pelas diferentes constituições do Brasil até as produções acadêmico-científicas pós “I Conferencia Nacional Por uma Educação Básica do Campo”, realizada em Luziânia/GO, em 1998. Para compreendermos a trajetória e a temática da educação no campo, perpassamos leis, decretos, pareceres, textos oficiais, documentos, produções científicas atualizadas e produções do e sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), buscando entender o posicionamento do Estado em relação às práticas educativas dos que trabalham e residem no meio rural brasileiro. Assim, estudaremos a Educação do Campo a partir da história do Brasil.

 
2. DISCUSSÃO TEORICA

2. 1. Educação do Campo: Considerações Históricas

Desde que os portugueses colonizaram o Brasil, em 1500, século XVI, praticaram a exploração das riquezas aqui existentes, exploraram os nativos – os índios –, além de extraírem madeiras e outros produtos. Em troca do trabalho dos índios, ofereciam “bugigangas” e, posteriormente, iniciaram o processo de expulsão de suas terras, massacrando-os e exterminando-os. Observando que “o efeito imediato da conquista foi a dominação e o extermínio, pela guerra, pela escravização pela doença, de milhões de indígenas”. Posteriormente iniciou-se a exploração dos africanos e de imigrantes pobres oriundos da Europa e do Oriente. Ao longo da história do Brasil o processo de exclusão social e também político, econômico e cultural, sempre estiveram presentes e eram tidos como algo “natural”. Ainda nos   dias atuais, fazer uma referência a este processo de exclusão não leva a um debate tranquilo, a resistência ainda é forte por parte da sociedade neoliberal, principalmente por aqueles que ainda se beneficiam com a exclusão social. Os resquícios da história nos levam à constatação de que nas escolas brasileiras contemporâneas, as questões históricas que remetem ao processo de exclusão social não são trabalhadas de forma satisfatória, com autoridade e conhecimento de causa por parte dos educadores. Um exemplo é o que se trabalha a respeito do “descobrimento” do Brasil, das sesmarias e da concentração da terra em mãos dos latifundiários. Mesmo com os avanços nas pesquisas acadêmicas e debates historiográficos de desconstrução da ideia de “descobrimento do Brasil”, o Brasil ainda continua sendo “descoberto” nas escolas, os índios continuam a ser tratados como “primitivos” e de “cultura atrasada”, e os negros continuam a ser vistos como aqueles que foram escravizados porque eram “inferiores” aos homens europeus. Em pleno século XXI, práticas de discriminação ainda são sutilmente exercidas por pessoas brancas sobre os negros. Neste caminhar, raras são as escolas e profissionais que superaram estes paradigmas raciais e de descobrimento do Brasil, alavancando novas discussões, novos horizontes e novos paradigmas junto aos que estudam na educação básica e superior. Ao se estudar a educação do campo, não há como sonegar tais análises, sendo necessário chamar a temática ao debate sócio econômico e geopolítico, pois milhares de estudantes e de camponeses fazem parte deste processo marginal criado pela ideologia dominante que carrega representações simbólicas na consciência, reproduzindo discursos e práticas da elite não condizentes com a vida e ações das populações do campo, perdurando nos trabalhos sócios pedagógicos de milhares de escolas Brasil adentro. A temática “Educação do Campo” deixa claro o descaso e forma com que os governantes – elite brasileira – historicamente trataram a educação voltada ao campo denominada como “educação rural”. Na prática, neste início de século XXI, nos movimentos e organizações sociais e na academia científica, a educação no e do campo está se contrapondo ao modelo urbano e tecnocrata de educação, pois o modelo atual só prepara os cidadãos para o trabalho, sem se preocupar com a cidadania, habitação, relações sociais, cultura e formação étnica social. Neste sentido, Pinheiro (2011) afirma que,

 

[...] a educação do campo tem se caracterizado como um espaço de precariedade por descasos, especialmente pela ausência de políticas públicas para as populações que lá residem. Essa situação tem repercutido nesta realidade social, na ausência de estradas apropriadas para escoamento da produção; na falta de atendimento adequado à saúde; na falta de assistência técnica; no não acesso à educação básica e superior de qualidade, entre outros [...]

 

A autora nos mostra os avanços e as lacunas que ocorreram na educação no Brasil nas últimas décadas, pois tudo foi se inovando no campo, menos na educação, a não ser como resultado das pressões dos movimentos sociais organizados.

Para Pinheiro (2011 página: 13 )

 

[...] inovaram: no maquinário, no aumento da produção de grão, nos agrotóxicos, alteração dos genes das sementes para exportação em larga escala. Mas os que têm usufruído desses avanços são pequenos grupos de latifundiários, empresários, banqueiros e políticos nacionais e internacionais. Enquanto a outros é negado o acesso a terra para sobreviver e garantir o sustento de outros brasileiros [...]

 
Avançando na história, constatamos que o modelo de educação praticado no Brasil pelos diferentes governos entre o início do Império (1822), até meados do século XX, era uma educação para a elite econômica e intelectual, em prejuízo direto e indiscriminado dos pobres, negros e índios. Inclusive a primeira Lei, ainda no período imperial, quando se reporta à educação, não se ateve às especificidades diretas da zona rural onde a população brasileira vivia. De acordo com Nascimento (2011 página: 15)

 

[...] Para dar conta de gerar uma lei especifica para a instrução nacional, a Legislatura de 1826 promoveu muitos debates sobre a educação popular, considerada premente pelos parlamentares. Assim, em 15 de outubro de 1827, a Assembleia Legislativa aprovou a primeira lei sobre a instrução pública nacional do Império do Brasil, estabelecendo que em todas as cidades, vilas e lugares populosos haverá escolas de primeiras letras que forem necessárias. (grifo do autor) A mesma lei estabelecia o seguinte: os presidentes de província definiam os ordenados dos professores; as escolas deviam ser de ensino mútuo; os professores que não tivessem formação para ensinar deveriam providenciar a necessária preparação em curto prazo e às próprias custas; determinava os conteúdos das disciplinas [...]

 

 

2.2. Educação Rural: Um Ensino que Busca a valorização do Homem do Campo

 

A educação rural obteve um grande avanço, anteriormente não eram  acessíveis  a todos os cidadãos  do campo, a precariedade dos prédios das escolas, a dificuldade de chegar nas escolas e a falta de materiais didáticos e muita das vezes  de profissionais  qualificados dificultava se entrave e avanço educacional, ao analisarmos a constituição do período e outros documentos oficias e não oficias, sob diversas perspectivas, observamos um descaso com a educação rural. Em 1836, o então ministro Coutinho produz um relatório que denunciava as más condições do ensino. Na Constituição Federal de novembro 1937, a educação rural não é citada diretamente e existem elementos que nos indicam que a educação no Brasil não priorizaria o trabalhador do campo. A orientação político educacional para o mundo capitalista fica bem explícita, sugerindo a preparação de um maior contingente de mão de obra para as novas atividades abertas pelo mercado. Os  profissionais que atuam nessa área ainda são em números reduzidos, pois o difícil acesso dificulta  que a educação rural chegue a áreas mais distantes.

Após a proclamação da República, em 1889, a organização escolar no Brasil  sofreu influência da filosofia positivista4 francesa que teve como característica estimular e exaltar a industrialização da sociedade moderna, sem nenhuma preocupação com as demais formas de organização da sociedade, a exemplo dos que residiam e produziam no campo. Esse fato é comprovado pelo percentual de analfabetos no ano de 1900, que de acordo com o Anuário Estatístico do Brasil, do Instituto Nacional de Estatística, erade 75% e, majoritariamente, a população estava no campo, mas a escola e a educação não eram pensadas de forma que a favorecesse.  de um século depois a educação no Brasil continua privilegiando os cidadãos do perímetro urbano, qualificando mão de obra para o mercado de trabalho. Segundo dados do censo populacional 2010 (IBGE, 2010), a população no Brasil é predominantemente urbana. Embora esses dados aparentemente sejam reais, podem ser questionados, pois milhares de municípios brasileiros são de características predominantemente rurais e a educação oferecida nas escolas públicas desses municípios – independente de onde estejam os prédios – é, na sua maioria, uma educação elitista que não atende as necessidades dos homens, mulheres e jovens que vivem e trabalham no campo. Para os que residem no campo, presenciamos o transporte para se estudar nas “cidades”. É a educação preparatória para o trabalho nos centros urbanos, visando atender as necessidades do agronegócio, agroindústria e comércio. Retornando o início do século XX, Carvalho (2008, p. 54) constata que, “até 1930, o Brasil era predominantemente agrícola”.

O senso de 1920, por exemplo, registrou que “apenas 16,6% da população viviam em cidades de 20 mil habitantes ou mais  e 70% se ocupavam de atividades agrícolas”. A evidência é tal que as reformas ou tentativas delas, que existiram no início do século – inclusive a Constituição de 1934 – não beneficiaram os que residiam e trabalhavam nas áreas rurais, à exceção dos filhos das elites agrárias. Esta só é citada nos seguintes termos do art. 156, parágrafo único, “Para a realização do ensino nas zonas rurais, a União reservará no mínimo, vinte por cento das cotas destinadas à educação no respectivo orçamento anual” (BRASIL, 1934). O artigo 129 prescreveu ser “dever das indústrias e dos sindicatos econômicos criar, na esfera da sua especialidade, escolas de aprendizes, destinadas aos filhos de seus operários ou de seus associados” (BRASIL, 1937).

Na prática, a Constituição enfatizava o ensino pré-vocacional e profissional. A

população da área rural, sem perceber, era “reprodutora de crianças”, disponibilizando mão de obra para o mercado em expansão no Brasil durante todo o século XX e o sistema educacional foi organizado para lapidar a mão de obra produzida e disponibilizada pelas famílias.

 

3. METODOLOGIAS

 

            O estudo indica que a educação do campo, enquanto ensino rural esteve historicamente presente em parte considerável dos discursos dos governantes, mas na prática, não se respeitou o homem do campo como prioridade em seus currículos escolares e direito à educação. Foram e continuam sendo discursos de cooptação dos movimentos sociais. Miguel Arroyo, em palestra proferida em Luziânia/GO, por ocasião da I Conferência Nacional por uma Educação do Campo, em julho de 1998, fez os seguintes questionamentos:
[...] como a escola vai trabalhar a memória, explorar a memória coletiva,recuperar o que há de mais identitário na memória coletiva? Como a escola vai trabalhar a identidade do homem e da mulher do campo? Ela vai reproduzir os estereótipos da cidade sobre a mulher e o homem rural? Aquela  visão de jeca, aquela visão que o livro didático e as escolas urbanas reproduzem quando celebram as festas juninas? É esta a visão? Ou a escola vai recuperar uma visão positiva, digna, realista, dar outra imagem do campo? (ARROYO, 2011, p. 16).

 

As interrogações nos fazem observar os inúmeros problemas que precisam ser superados para que a educação do/no campo seja compreendida e respeitada pelo Estado enquanto direito universal visto ter sido e continuar sendo uma prática e uma realidade no Movimento Sem Terra (nos acampamentos7 e assentamentos).
A educação em assentamentos e acampamentos, desde o início do MST (2011),foi realizada de diferentes formas e de acordo com as possibilidades estruturais e conjunturais, pois não dispunham de infraestrutura mínima para ensinar nas escolas em barracos cobertos de lonas, com bancos de madeira ou sentadas no chão ou mesmo sob as sombras das árvores. A conquista do direito à educação no Movimento, de acordo com Caldart, ocorreu como resultado de muita luta. Os primeiros “[...] a se mobilizar foram as mães e professores, depois os pais e algumas lideranças do movimento” (2000, p. 145). Atualmente, o movimento pela educação no campo foi engrossado com a participação de universidades e por setores burocráticos do Estado. Alguns cuidados nos parecem pertinentes observar quando tratamos do Estado. Este está atento às formas de organização e pressões dos movimentos sociais para Educação do Campo, apropriando-se aos poucos das táticas e metodologias que deram certo, reorganizando-as de acordo com seus interesses, devolvendo à sociedade organizada em doses homeopáticas e com alto grau de distorção. A título de finalização, a Educação do Campo, diferente do modelo neoliberal de educação, contribui com a construção de uma memória coletiva, do resgate da identidade do homem do campo por meio da educação junto às crianças, jovens e adultos, criando o sentimento de pertença ao grupo social ao qual a educação do/no campo está inserida, seja nas escolas dos assentamentos, acampamentos ou nas escolas em distritos, glebas, patrimônios, seringais ou comunidades quilombolas. A educadora Comilo (2008) traz uma contribuição interessante sobre o resgate da memória coletiva e o resgate da cultura camponesa, no sentido de entendermos as dificuldades na construção da identidade do homem do campo. Afirma que:

 

[...] Muitas vezes o camponês recusa-se a assumir sua identidade, pois, ao longo de sua história, foi considerado como “rude” e inferior. O próprio campo é visto como um espaço inferior à cidade. A consciência de classe passa pela consciência de identidade, que, no caso aqui discutido, é a da cultura camponesa [...]. (COMILO. 2008, p. 21).         

 

Percebemos que a preocupação pela formação da educação rural conscientiza o resgate da memória coletiva e da cultura camponesa não estão presentes junto aos camponeses contemporâneos nem junto aos diretores e corpo pedagógico das escolas de municípios, distritos e patrimônios de características rurais que poderiam desenvolver projetos de educação do campo, respeitando a realidade onde estão inseridos.

 

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

 
Após a proclamação da República, em 1889, a organização escolar no Brasil sofreu influência da filosofia positivista4 francesa que teve como característica estimular e exaltar a industrialização da sociedade moderna, sem nenhuma preocupação com as demais formas de organização da sociedade, a exemplo dos que residiam e produziam no campo. Naquele período a escola ainda não era acessível a todos os cidadãos brasileiros. Esse fato é comprovado pelo percentual de analfabetos no ano de 1900, que de acordo com o Anuário Estatístico do Brasil, do Instituto Nacional de Estatística, era de 75% e, majoritariamente, a população estava no campo, mas a escola e a educação não eram pensadas de forma que a favorecesse. Mais de um século depois a educação no Brasil continua privilegiando os cidadãos do perímetro urbano, qualificando mão de obra para o mercado de trabalho. Segundo dados do censo populacional 2013 (IBGE, 2013), a população no Brasil é predominantemente urbana.

Embora esses dados aparentemente sejam reais, podem ser questionados, pois milhares de municípios brasileiros são de características predominantemente rurais e a educação oferecida nas escolas públicas desses municípios  independente de onde estejam os prédios – é, na sua maioria, uma educação elitista que não atende as necessidades dos homens, mulheres e jovens que vivem e trabalham no campo. Para os que residem no campo, presenciamos o transporte para se estudar nas “cidades”. É a educação preparatória para o trabalho nos centros urbanos, visando atender as necessidades do agronegócio, agroindústria e comércio. Retornando o início do século XX, Carvalho (2008, p. 54) constata que, “até 1930, o Brasil era predominantemente agrícola”. O senso de 1920, por exemplo, registrou que “apenas 16,6% da população viviam em cidades de 20 mil habitantes ou mais [...] e 70% se ocupavam de atividades agrícolas”. A evidência é tal que as reformas ou tentativas delas, que existiram no início do século – inclusive a Constituição de 1934 – não beneficiaram os que residiam e trabalhavam nas áreas rurais, à exceção dos filhos das elites agrárias. Ao analisarmos a constituição do período e outros documentos oficias e não oficias, sob diversas perspectivas, observamos um descaso com a educação rural. Esta só é citada nos seguintes termos do art. 156, parágrafo único, “Para a realização do ensino nas zonas rurais, a União reservará no mínimo, vinte por cento das cotas destinadas à educação no respectivo orçamento anual”. Na Constituição Federal de novembro 1937, a educação rural não é citada diretamente e existem elementos que nos indicam que a educação no Brasil não priorizaria o trabalhador do campo.

A orientação político educacional para o mundo capitalista fica bem explícita, sugerindo a preparação de um maior contingente de mão de obra para as novas atividades abertas pelo mercado – a industrialização. O artigo 129 prescreveu ser “dever das indústrias e dos sindicatos econômicos criar, na esfera da sua especialidade, escolas de aprendizes, destinadas aos filhos de seus operários ou de seus associados” (BRASIL, 1937). Na prática, a Constituição enfatizava o ensino pré-vocacional e profissional. A população da área rural5, sem perceber, era “reprodutora de crianças”, disponibilizando mão de obra para o mercado em expansão no Brasil durante todo o século XX e o sistema educacional foi organizado para lapidar a mão de obra produzida e disponibilizada pelas famílias. A partir de meados dos anos de 1950, iniciou um processo de dualismo onde as economias começam a trilhar caminhos distintos no Brasil. De certa forma os caminhos percorridos pela indústria e pela agricultura são dicotômicos. Sandroni (1999) afirma que ou um setor é “moderno” e o outro “arcaico”, um “avançado” e outro “atrasado” ou um é rural e outro é urbano. Esta maneira de pensar setores econômicos onde um é avançado  e outro é atrasado foi típico de um país em fase de industrialização, onde se faziam necessárias mudanças no pensamento dos dirigentes e das elites rurais em busca do desenvolvimento industrial. No Brasil, segundo Sandroni:

 
[...] o dualismo desenvolveu-se a partir dos anos 50 com as concepções estruturalistas (os Dois Brasis ou o Dualismo Estrutural), sendo que as estruturas atrasadas do meio rural seriam um impedimento ao desenvolvimento dos setores dinâmicos como a indústria [...] (SANDRONI, 1999, p. 186).

 

Os governantes tiveram a partir do desenvolvimento das indústrias uma visão dualista, uma para o setor rural – de relativo abandono – e outra para as cidades em via de industrialização – de apoio e preocupação. A visão dos governantes era de que os pequenos produtores e trabalhadores rurais se mudariam para os centros urbanos, pois não havia programas que os auxiliassem no campo, mesmo para permanecerem no campo, mais ainda pelo fato das recentes indústrias estarem precisando de mão de obra para seu desenvolvimento. É neste período (1950-60) que se observa a migração forçada rumo os centros urbanos. Ao adentrarmos a década de 1960, a educação entrou em processo de universalização para atender as novas necessidades da economia em curso. As escolas, agora escolas públicas, também destinadas aos pobres, à classe trabalhadora, passaram a ter como finalidade, a formação de técnicos para a indústria.
A partir desta década muitas escolas situadas nas áreas rurais começaram a ser desativadas, ficando seus prédios abandonados. Na prática, a escola no Brasil historicamente produziu um quadro de exclusão das camadas baixas da sociedade. De acordo com Castro, além de a escola da segunda metade do século XX ser excludente,

 
[...] não se tornou uma instituição democrática. Ela não é acessível a todas as classes sociais [...]. Exige, portanto, que eles (os alunos) percebam o sentido de suas atividades e respondam a suas demandas [...] demonstra que é uma instituição burguesa, pois opera um modelo elitista ajustado apenas à realidade das classes privilegiadas (2003, p. 29).

 

Os alunos oriundos das camadas economicamente menos abastadas, ao chegarem aos centros urbanos não se identificavam com a escola, a educação, seus conteúdos e finalidades, pois a diferença entre vivência, prática e o conteúdo estudado pelas escolas urbanas eram distantes de suas origens camponesas. Esta dicotomia entre a escola e os alunos conduziu muitos alunos a abandonarem as escolas. O ensino no perímetro urbano foi intensificado e milhares de construções na zona rural, antes educacionais, tornam-se inutilizadas, obsoletas, levando a educação na zona rural a ficar à mercê de sua própria “sorte”. Para se ter uma ideia, na metade do século XX, o governo brasileiro autorizou a criação dos colégios agrícolas. De acordo com a Constituição Federal de 1946, artigo 168, “[...] empresas industriais, comerciais e agrícolas [...] são obrigadas a manter ensino primário gratuito para os seus servidores e os filhos destes [...]”. Os colégios criados foram instituições dentro das grandes propriedades rurais com objetivos de produzir uma mão de obra técnica e especializada de atendimento aos produtores rurais que se utilizavam do trabalho barato/gratuito dos estudantes para se enriquecerem.

 

5. CONCLUSÃO

 

Compreendemos enfim que para resgatar e construir uma identidade do homem e da mulher e da criança  do campo é necessário que haja mudanças culturais e comportamentais. A educação no campo enquanto fundamento histórico recria o conceito de camponês, utilizando o “campo” como símbolo significativo, referindo-se assim, ao conjunto de trabalhadores que habita no campo. Na prática, os trabalhadores rurais precisam quebrar os preconceitos, no sentido de mudar a visão que a sociedade brasileira tem em relação a eles próprios e neste contexto, as escolas existentes no campo, fora do âmbito dos assentamentos e acampamentos, poderão contribuir com a mudança de paradigma, contribuindo com as lutas por melhorias na educação e na vida no campo. Apesar dos avanços em vários aspectos, a exemplo de leis, métodos pedagógicos e ou materiais didáticos, ainda há muito que se construir para que se tenha uma educação de qualidade também para os cidadãos que vivem no campo.

 

6. REFERENCIAS

 
1     ARROYO, Miguel Gonzalez e FERNANDES, Bernardo Mançano. A educação básica e o movimento social do campo. Brasília: MST - Coordenação da Articulação Nacional Por uma Educação Básica do Campo ,2011 .Disponível em:

2     http://educampoparaense.eform.net.br/site/media/biblioteca/pdf/Colecao,Vol.2.pdf. Acesso em: 10 setembro de  2014.

3     BRASIL (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado,1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil. Acesso em: 10 de setembro de  2014.

4     CALDART, Roseli Salete. Pedagogias do Movimento Sem Terra. Petrópolis: Vozes, 2000.

5     CARVALHO, Jose Murilo de. A Cidadania no Brasil: o longo caminho. 10 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.

6     COMILO, Maria Edi da Silva. A construção coletiva da escola: a Escola Chico Mendes e sua História. In: ANGHINONI, Celso; MARTINS, Fernando José (Org.). Educação do campo e formação continuada de professores. Porto Alegre; Campo Mourão: Edições; FECILCAM, 2008.

7     INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE Censo

8     Revista Eletrônica de Educação. Ano V. No. 09, jul./dez. 2013.FERREIRA, Fabiano de Jesus; BRANDÃO, Elias Canuto, Demográfico 2010. Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 15  de outubro de  2014.

9     MST. Nossa história. Disponível em:  http://www.mst.org.br/taxonomy/term/324.

10  Acesso em: 21  outubro de  2014.

11  NASCIMENTO, Maria Isabel Moura. O Império e as primeiras tentativas de

12  organização da educação nacional (1822-1889). Disponível em:  http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/periodo_imperial_intro.html. Acesso em: 22 de outubro de  2014.

13  PINHEIRO, Maria do Socorro Dias. A concepção de educação do campo no cenário das políticas públicas da sociedade brasileira. Disponível em: http://br.monografias.com. Acesso em: 22 de outubro de  2014.

14  SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia, São Paulo: Best Seller, 1999.

 

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